Neville D’Almeida e Marcelo Laffitte fazem hoje (sábado) o quarto e último encontro da II Mostra Faróis do Cinema. Eis a programação do dia, na Caixa Cultural RJ:
Sala 1
16h00 – BETE BALANÇO
18h00 – Encontro com NEVILLE D’ALMEIDA & MARCELO LAFFITTE
20h00 – A DAMA DO LOTAÇÃO
Sala 2
16h00 – UN CHANT D’AMOUR + A IDADE DE OURO
20h00 – ELVIS E MADONA
Vale recordar o que disse Neville sobre Un Chant d’Amour, de Jean Genet, e A Idade do Ouro, de Buñuel, dois de seus filmes-faróis incluídos na mostra:
“Genet, que não era cineasta, foi capaz de fazer um dos filmes mais mitológicos da história do cinema. A coragem, a liberdade, a sensibilidade deste filme feito em 1950 tiveram um impacto brutal. Foi interditado, proibido e ameaçado de ter os negativos queimados. Genial.”
A Idade do Ouro é um filme que abre o espírito e a mente para as possibilidades que a criação e a invenção podem proporcionar. É a relação e a simbiose entre a arte, neste caso, com Salvador Dalí, e o cinema de Buñuel. O Surrealismo, a liberdade, a iconoclastia e a crítica social são os traços mais fortes deste que foi o segundo filme sonoro do cineasta.
Marcelo Laffitte assim se referiu a Bete Balanço, de Lael Rodrigues:
“Era 1982 e eu cursava Economia na UERJ. Quase por acaso, virei assistente de produção de Tizuka Yamazaki no primeiro longa-metragem do saudoso Lael Rodrigues. O filme custou cerca de 100 mil dólares, tinha uma equipe composta de menos de 20 pessoas e fez milhões de espectadores. Antes de rodar qualquer trabalho, de institucionais ao longa, sempre pensei: ‘Como seria no Bete Balanço?’”
