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	<title>Faróis do Cinema &#187; Marcelo Laffitte</title>
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		<title>Do cinema como exercício de liberdade</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 13:59:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmattos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcelo Laffitte]]></category>
		<category><![CDATA[Neville D'Almeida]]></category>
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		<category><![CDATA[Mostra 2011]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1274" title="Foto: Maria Eduarda Tavares" src="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-4.jpg" alt="Foto: Maria Eduarda Tavares" width="640" height="340" /></a></p>
<p>O desejo de liberdade que leva à transgressão, a descoberta do que é ser livre por estar à margem. Foram estes os sentimentos dominantes na mesa do último encontro da segunda edição da Mostra Faróis do Cinema, que reuniu os cineastas Neville D&#8217;Almeida e Marcelo Laffitte. &#8220;Talvez eu seja um pouco marginal como os meus personagens&#8221;, disse Laffitte, &#8220;talvez seja uma forma que eu encontrei de falar de mim mesmo&#8221;. Nascido e criado em Volta Redonda, filho de mãe separada (&#8220;em meados dos anos 1960, eu não era o Marcelo, era o filho da desquitada”), ele disse se identificar com os personagens de seus filmes, que saem de suas origens em busca dos sonhos. &#8220;Eu também sou de uma cidade pequena, do interior, que veio para o Rio de Janeiro para estudar, para ser alguém&#8221;. Valores que ele identifica em <em>Bete Balanço</em>, filme que foi sua porta de entrada na carreira do cinema &#8211; foi assistente da produtora Tizuka Yamazaki. &#8220;É um filme que está na minha cabeça, e que retorna em diversos momentos, surgindo no meio dos meus próprios filmes&#8221;, comentou.</p>
<p><a href="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1275" title="Foto: Maria Eduarda Tavares" src="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-2.jpg" alt="Foto: Maria Eduarda Tavares" width="414" height="298" /></a>Já Neville D&#8217;Almeida carrega na fala a experiência da censura, da incompreensão, da dificuldade em exercer o pensamento durante o período de ditadura no Brasil, os anos 1970. &#8220;Eu fazia filmes em um momento onde não se podia fazer nada, onde diversos realizadores abriram mão da liberdade de expressão para viabilizar suas produções. Eu não&#8221;. Talvez por isso a experiência de realizar <em>Mangue Bangue</em> em 1971 seja tão marcante &#8211; é um caso raro de realizador apontando um filme de sua própria autoria como farol. &#8220;Eu tive que ir editar esse filme em Londres, aqui não seria possível&#8221;. O filme fala ao coração do diretor porque faz parte de sua própria transformação como cineasta: &#8220;eu o incluí entre os meus faróis porque a experiência de realizá-lo, e mesmo participar em algumas cenas, teve um impacto muito grande, mexeu comigo. A liberdade utilizada para fazer esse filme foi muito importante. Tudo mudou, a forma de filmar, de dirigir atores, passei a exigir muito mais de tudo e de todos, e de mim, especialmente&#8221;.</p>
<p>As listas dos dois diretores revelam, a um primeiro olhar, duas construções bastante heterogêneas entre si. Como apontou o moderador Carlos Alberto Mattos, se a lista de Neville é composta por filmes que primam pela transgressão não apenas estética mas temática, a de Marcelo parece ser mais &#8220;comportada&#8221;. Entretanto, a diferença desaparece à luz dos discursos que as defendem. &#8220;Talvez a minha lista seja mesmo comportada&#8221;, disse Laffitte, &#8220;mas eu fui criado em uma sociedade muito comportada. Cresci em Volta Redonda, e não tinha acesso aos filmes do circuito de arte carioca&#8221;. E completa: &#8220;quando eu comecei a fazer esta lista, pensei nos filmes que realmente mudaram o curso da minha vida no momento em que os assisti&#8221;. O que explica a presença de Tom &amp; Jerry, <em>Meu Pé de Laranja Lima</em> e <em>Minha Namorada</em> na lista de faróis. &#8220;Eu fiquei responsável por organizar o cineclube durante uma semana de atividades artísticas e precisava de um longa em 16mm. Fizemos uma vaquinha e eu entrei em contato com a Embrafilme. <em>Minha Namorada</em> era o único filme que a gente teve dinheiro pra alugar&#8221;, recorda, rindo.</p>
<p>Já a lista de Neville, um tanto mais sóbria em comparação com a de Marcelo, é carregada de nobres títulos da história do cinema que se singularizaram por rupturas e abalos sísmicos na forma de contar uma história. &#8220;Sempre achei que o cinema é uma arte livre, e esses filmes são livres, transgressores. A liberdade que eles encenam, a capacidade de expressar o sentimento, é emocionante. O cinema é muito moralista, mas estes filmes me conquistaram porque se recusam a se enquadrar naquilo que todo mundo espera. Rompem com modelos e saem radicalmente das regras&#8221;, disse. Para Neville, <em>Sangue Mineiro</em>, de 1929, já antecipava as temáticas afetivas e sociais que as novelas hoje colocam no ar; <em>Orfeu </em>é o casamento entre cinema e poesia. &#8220;Em <em>Ivan, o Terrível</em>, Eisenstein consegue o fenômeno de ir de um plano geral com 100 mil figurantes para um close no olhar do protagonista. Fico arrepiado, me emociono só de lembrar&#8221;, comentou ele, comovido. &#8220;São filmes de um impacto total. Vejo o cinema com muito amor, muita intensidade, observo plano a plano para entender a lógica do diretor.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1276" title="Foto: Maria Eduarda Tavares" src="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog.jpg" alt="Foto: Maria Eduarda Tavares" width="429" height="298" /></a>Foi também na observação do cinema como produção de subjetividade que os campos do documentário e da ficção se cruzaram no cinema de Marcelo Laffitte. &#8220;Quero colocar no filme o mundo que eu vejo&#8221;, disse ele, &#8220;e isso é muito subjetivo porque combina o que a gente vê com aquilo que a gente sonha, que quer ver. Parte dessa frase pode ser confirmada em <em>Um Dia, um Circo,</em> realizado por Laffitte em 2007. &#8220;Uma ficção não deixa de ser um documentário sobre a sociedade em que a gente vive. Quando faço um documentário, sinto como se estivesse fazendo uma ficção, já que todos sempre se transformam em personagem diante de uma câmera&#8221;. Algo que ficou transparente a seus olhos quando assistiu a <em>Conterrâneos Velhos de Guerra</em>, de Vladimir Carvalho (um de seus faróis). &#8220;Quando vi aquelas pessoas contando versões diferentes de uma mesma história, compreendi imediatamente como iria fazer meu curta de ficção <em>Vox Populi</em>&#8220;.</p>
<p>Neville D&#8217;Almeida recorda-se do impacto de seu dia número 1 no cinema, ainda menino. &#8220;Meu tio tinha uma <em>bombonière</em> na frente de um cinema em Barra Mansa&#8221;, disse, &#8220;e certo dia eu perguntei para ele o que era o cinema. Ele me mandou entrar e ver. Me lembro de puxar a cortina de veludo à entrada da sala de projeção e dar de cara, impressa em uma parede descascada, com a imagem de Rita Hayworth em <em>Gilda</em>. Me apaixonei por aquela mulher, por aquela imagem de mulher e descobri que era isso que eu queria fazer&#8221;. A experiência desembocou numa frutífera relação com o campo das artes. De um improvável casamento entre Gilda e Hélio Oiticica, surgiu uma vertente de pura potência na obra de Neville, o cruzamento com as artes contemporâneas. &#8220;Conheci o Hélio durante uma projeção do meu filme <em>Jardim de Guerra</em>, que nunca foi exibido comercialmente e que me fez perder tudo, do apartamento às calças, para terminá-lo&#8221;. Oiticica comentou com Neville ter ficado encantado com a maneira como ele utilizou o suporte dos <em>slides</em> dentro do filme. &#8220;Eu nem tinha me dado conta até ele falar, mas depois comecei a pensar e descobri que o filme em <em>slide</em> conseguia reunir fotonovela, fotografia, revista em quadrinhos e desenho animado. Era o começo de uma nova linguagem. Ao lado de Oiticica, Neville D&#8217;Almeida realizou alguns dos mais importantes trabalhos da arte contemporânea, como as <em>Cosmococas</em> . Um encontro de titãs, de dois grandes faróis da cultura brasileira.</p>
<div id="attachment_1277" class="wp-caption aligncenter" style="width: 661px"><a href="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-3.jpg"><img class="size-full wp-image-1277" title="Foto: Maria Eduarda Tavares" src="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-3.jpg" alt="Foto: Maria Eduarda Tavares" width="651" height="519" /></a><p class="wp-caption-text">Mariana Bezerra, Neville D&#39;Almeida, Marcelo Laffitte, Patricia Rebello e Carlos Alberto Mattos </p></div>
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		<title>Faróis: Marcelo Laffitte</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 03:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmattos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcelo Laffitte]]></category>
		<category><![CDATA[Faróis de cada um]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/Laffitte.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1002" src="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/Laffitte.jpg" alt="" width="343" height="272" /></a>Um dos idealizadores da Mostra Faróis do Cinema, juntamente com Mariana Bezerra, e curador desta segunda edição, Marcelo Laffitte define-se como “um realizador”. Não só de filmes, mas de eventos como este. Ou de uma exposição interativa como <em>Fernando Pimenta em Cartaz</em>, apresentada recentemente no Oi Futuro de Ipanema. Ou, ainda, da mostra Noites de Chanchada, que vai recordar o gênero popular por excelência na Caixa Cultural RJ em 2012.</p>
<p>Por conta desse apetite plural, Laffitte já presidiu a Associação Brasileira de Documentaristas e laboriosamente construiu sua carreira em diversas funções técnicas e de produção nos sets de cinema. Como diretor, tem alguns curtas e médias dignos de figurar em antologias, como o rashomoniano <em>Vox Populi </em>(1997) e o documentário <em>Um Dia, um Circo </em>(2006). Com Mariza Leão, co-dirigiu outro doc memorável, <em>Regatão, o Shopping da Selva</em>.</p>
<p>O primeiro longa de ficção, <em>Elvis e Madona</em>, testemunhou seu interesse por personagens de exceção, mas não marginais, e por um vínculo de comunicação com o público que seja direto, mas não vulgar. A história de amor entre a entregadora de pizza homossexual que sonha em ser fotógrafa e o travesti que almeja seu grande show participou de mais de 50 festivais em cerca de 30 países e conquistou mais de 20 prêmios. Existe um argumento para <em>Elvis e Madona 2</em>, mas a decisão de filmá-lo ainda não está consolidada. Entre as ideias que fervilham na cabeça de Laffitte está a história ficcional de <em>Salomé</em>, grande estrela pornô que volta a sua cidadezinha natal e enfrenta a rejeição dos mesmos conterrâneos que a consumiam em filmes e revistas.</p>
<p>A seguir, podemos traçar um perfil bem fiel de Marcelo Laffitte a partir de suas escolhas para a lista de filmes-faróis. Escolhas de alguém que, às vezes literalmente, pega o cinema com as mãos:</p>
<p>“Minha primeira vontade foi de criar uma lista com os filmes de que mais gosto. Contudo, além de serem muitos, um filme que me agrada não é necessariamente um farol para mim. Então, esta lista é dos 10 filmes que mais mudaram a minha vida.</p>
<p><strong><em>Tom &amp; Jerry</em></strong><br />
Foi quando entrei pela primeira vez numa sala de cinema e me tornei um frequentador assíduo. No principal cinema da minha cidade, Volta Redonda, havia a matinê <em>Tom &amp; Jerry</em> todo domingo às 10 horas. As filas eram gigantescas, com 600, 700 crianças, e o privilégio de estar lá era um poderoso instrumento de chantagem psicológica para todos os pais (“se brigar com seu irmão, não vai ver <em>Tom &amp; Jerry</em>”). Pensando hoje, além de ser aplicado e viciado no prazer coletivo da sala escura, vejo que também foi um excelente exercício de linguagem cinematográfica, visto que todas as animações curtas que formavam a sessão eram mudas, permitindo que nos sentíssemos todos muito inteligentes entendendo as expressões, intenções, elipses, <em>flashbakcs</em>, etc. Os filmes de Charles Chaplin, Harold Lloyd e Buster Keaton que vi na TV também tiveram a mesma importância.</p>
<p><strong><em>Meu Pé de Laranja Lima</em></strong>, de Aurélio Teixeira<br />
Foi a primeira vez que chorei por um filme. Ao final, entendi que o cinema não era só diversão; ele poderia também questionar as relações humanas e familiares que começavam a nos incomodar enquanto seres pensantes (“meu pai é bravo, minha mãe é chata”).</p>
<p><strong><em>O Homem do Sputnik</em></strong>, de Carlos Manga<br />
Não vi essa comédia no cinema. Vi na TV, nas sessões da tarde da Tupi, Excelsior ou Globo, onde as chanchadas brasileiras com Grande Otelo, Ankito &amp; Cia. disputavam território com Jerry Lewis, John Wayne e Elvis Presley. Para grande parte da minha geração, essas sessões serviram como uma espécie de vacina contra a filmebrasileirofobia que assolou o país a partir dos anos 1980.</p>
<p><strong><em>Tommy – O Filme</em></strong><strong>, </strong>de Ken Russell<strong></strong><br />
Assisti umas cinco vezes. Foi a minha iniciação nos papos-cabeça pós-filme e, principalmente, no universo do rock. A partir deste filme, comecei uma pequena coleção que contava com LPs de Led Zeppelin, Deep Purple, Pink Floyd e Rick Wakeman.</p>
<p><strong><em>Minha Namorada</em></strong>, de Zelito Viana e Armando Costa<br />
No final dos anos 1970, eu andava com a turma de artistas de Volta Redonda. Um dia, eles organizaram o evento Chamada Geral, que era uma semana de noites artísticas de todas as áreas. Alguém lembrou que faltava o cinema e eu, que não sabia tocar violão, não era poeta e nem sabia interpretar, me ofereci para cuidar da sessão de cineclube. Era preciso um filme longa-metragem em 16mm, e tive meu primeiro contato com a Embrafilme. Fiz uma vaquinha com os amigos e consegui alugar <em>Minha Namorada</em>. Não sei não, mas acho que a minha escolha de curador foi o que o nosso dinheiro poderia pagar, e com certeza, haveria cena de mulher pelada. Peguei um ônibus, vim ao Rio, paguei em dinheiro e trouxe as latas 16mm debaixo do braço. Depois da sessão, que foi um fracasso retumbante de público com quatro pessoas, achei que queria fazer filmes.</p>
<p><strong>Curtas brasileiros</strong><br />
Depois de ver o filme do Zelito e do Armando, passei a ir ao cinema com bem mais frequência para assisitir aos curtas brasileiros que eram exibidos antes dos longas estrangeiros. Fiz meu primeiro Super 8, um documentário de oito minutos chamado <em>Nervos de Aço</em>, sobre trabalhadores metalúrgicos que moravam em favelas. O ano era 1979.</p>
<p><strong><em>Bye Bye Brasil</em></strong>, de Carlos Diegues<br />
Vi umas três vezes no cinema. Muitos de meus amigos também viram e tínhamos longos debates sobre o filme. E ainda tinha a canção de Chico Buarque, de quem eu era tiete declarado. Pensei: “Quando crescer, eu quero fazer um filme como esse”. Neste ano, fui estudar Sociologia na PUC do Rio.</p>
<p><strong><em>Bete Balanço</em></strong>, de Lael Rodrigues<br />
Era 1982 e eu cursava Economia na UERJ. Quase por acaso, virei assistente de produção de Tizuka Yamazaki no primeiro longa-metragem do saudoso Lael Rodrigues. O filme custou cerca de 100 mil dólares, tinha uma equipe composta de menos de 20 pessoas e fez milhões de espectadores. Antes de rodar qualquer trabalho, de institucionais ao longa, sempre pensei: “Como seria no <em>Bete Balanço</em>?”</p>
<p><strong><em>Veludo Azul</em></strong>, de David Lynch<br />
As situações extraordinárias e os personagens bizarros me foram apresentados por David Lynch como uma crônica da normalidade, como se o mundo fosse exatamente daquele jeito. Todos os meus trabalhos, desde <em>Vox Populi</em> até <em>Elvis &amp; Madona</em>, têm esse ingrediente.</p>
<p><strong style="font-style: italic;">Conterrâneos Velhos de Guerra, </strong>de Vladimir Carvalho<br />
Até ver esse filme, eu achava que documentário era tudo verdade. Mas os depoimentos contraditórios sobre a morte dos candangos me mostraram que documentários poderiam ser usados para brincar com a verdade. Na mesma noite em que vi o filme, escrevi o roteiro de <em>Vox Populi</em>.</p>
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