<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Faróis do Cinema &#187; Neville D&#8217;Almeida</title>
	<atom:link href="http://www.faroisdocinema.com.br/category/neville-dalmeida/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.faroisdocinema.com.br</link>
	<description>quem faz e quem inspira</description>
	<lastBuildDate>Fri, 23 Dec 2011 14:57:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Do cinema como exercício de liberdade</title>
		<link>http://www.faroisdocinema.com.br/2011/12/do-cinema-como-exercicio-de-liberdade-2/</link>
		<comments>http://www.faroisdocinema.com.br/2011/12/do-cinema-como-exercicio-de-liberdade-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Dec 2011 13:59:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmattos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marcelo Laffitte]]></category>
		<category><![CDATA[Neville D'Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[encontros]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra 2011]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.faroisdocinema.com.br/?p=1273</guid>
		<description><![CDATA[O desejo de liberdade que leva à transgressão, a descoberta do que é ser livre por estar à margem. Foram estes os sentimentos dominantes na mesa do último encontro da segunda edição da Mostra Faróis do Cinema, que reuniu os &#8230; <a href="http://www.faroisdocinema.com.br/2011/12/do-cinema-como-exercicio-de-liberdade-2/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1274" title="Foto: Maria Eduarda Tavares" src="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-4.jpg" alt="Foto: Maria Eduarda Tavares" width="640" height="340" /></a></p>
<p>O desejo de liberdade que leva à transgressão, a descoberta do que é ser livre por estar à margem. Foram estes os sentimentos dominantes na mesa do último encontro da segunda edição da Mostra Faróis do Cinema, que reuniu os cineastas Neville D&#8217;Almeida e Marcelo Laffitte. &#8220;Talvez eu seja um pouco marginal como os meus personagens&#8221;, disse Laffitte, &#8220;talvez seja uma forma que eu encontrei de falar de mim mesmo&#8221;. Nascido e criado em Volta Redonda, filho de mãe separada (&#8220;em meados dos anos 1960, eu não era o Marcelo, era o filho da desquitada”), ele disse se identificar com os personagens de seus filmes, que saem de suas origens em busca dos sonhos. &#8220;Eu também sou de uma cidade pequena, do interior, que veio para o Rio de Janeiro para estudar, para ser alguém&#8221;. Valores que ele identifica em <em>Bete Balanço</em>, filme que foi sua porta de entrada na carreira do cinema &#8211; foi assistente da produtora Tizuka Yamazaki. &#8220;É um filme que está na minha cabeça, e que retorna em diversos momentos, surgindo no meio dos meus próprios filmes&#8221;, comentou.</p>
<p><a href="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1275" title="Foto: Maria Eduarda Tavares" src="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-2.jpg" alt="Foto: Maria Eduarda Tavares" width="414" height="298" /></a>Já Neville D&#8217;Almeida carrega na fala a experiência da censura, da incompreensão, da dificuldade em exercer o pensamento durante o período de ditadura no Brasil, os anos 1970. &#8220;Eu fazia filmes em um momento onde não se podia fazer nada, onde diversos realizadores abriram mão da liberdade de expressão para viabilizar suas produções. Eu não&#8221;. Talvez por isso a experiência de realizar <em>Mangue Bangue</em> em 1971 seja tão marcante &#8211; é um caso raro de realizador apontando um filme de sua própria autoria como farol. &#8220;Eu tive que ir editar esse filme em Londres, aqui não seria possível&#8221;. O filme fala ao coração do diretor porque faz parte de sua própria transformação como cineasta: &#8220;eu o incluí entre os meus faróis porque a experiência de realizá-lo, e mesmo participar em algumas cenas, teve um impacto muito grande, mexeu comigo. A liberdade utilizada para fazer esse filme foi muito importante. Tudo mudou, a forma de filmar, de dirigir atores, passei a exigir muito mais de tudo e de todos, e de mim, especialmente&#8221;.</p>
<p>As listas dos dois diretores revelam, a um primeiro olhar, duas construções bastante heterogêneas entre si. Como apontou o moderador Carlos Alberto Mattos, se a lista de Neville é composta por filmes que primam pela transgressão não apenas estética mas temática, a de Marcelo parece ser mais &#8220;comportada&#8221;. Entretanto, a diferença desaparece à luz dos discursos que as defendem. &#8220;Talvez a minha lista seja mesmo comportada&#8221;, disse Laffitte, &#8220;mas eu fui criado em uma sociedade muito comportada. Cresci em Volta Redonda, e não tinha acesso aos filmes do circuito de arte carioca&#8221;. E completa: &#8220;quando eu comecei a fazer esta lista, pensei nos filmes que realmente mudaram o curso da minha vida no momento em que os assisti&#8221;. O que explica a presença de Tom &amp; Jerry, <em>Meu Pé de Laranja Lima</em> e <em>Minha Namorada</em> na lista de faróis. &#8220;Eu fiquei responsável por organizar o cineclube durante uma semana de atividades artísticas e precisava de um longa em 16mm. Fizemos uma vaquinha e eu entrei em contato com a Embrafilme. <em>Minha Namorada</em> era o único filme que a gente teve dinheiro pra alugar&#8221;, recorda, rindo.</p>
<p>Já a lista de Neville, um tanto mais sóbria em comparação com a de Marcelo, é carregada de nobres títulos da história do cinema que se singularizaram por rupturas e abalos sísmicos na forma de contar uma história. &#8220;Sempre achei que o cinema é uma arte livre, e esses filmes são livres, transgressores. A liberdade que eles encenam, a capacidade de expressar o sentimento, é emocionante. O cinema é muito moralista, mas estes filmes me conquistaram porque se recusam a se enquadrar naquilo que todo mundo espera. Rompem com modelos e saem radicalmente das regras&#8221;, disse. Para Neville, <em>Sangue Mineiro</em>, de 1929, já antecipava as temáticas afetivas e sociais que as novelas hoje colocam no ar; <em>Orfeu </em>é o casamento entre cinema e poesia. &#8220;Em <em>Ivan, o Terrível</em>, Eisenstein consegue o fenômeno de ir de um plano geral com 100 mil figurantes para um close no olhar do protagonista. Fico arrepiado, me emociono só de lembrar&#8221;, comentou ele, comovido. &#8220;São filmes de um impacto total. Vejo o cinema com muito amor, muita intensidade, observo plano a plano para entender a lógica do diretor.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1276" title="Foto: Maria Eduarda Tavares" src="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog.jpg" alt="Foto: Maria Eduarda Tavares" width="429" height="298" /></a>Foi também na observação do cinema como produção de subjetividade que os campos do documentário e da ficção se cruzaram no cinema de Marcelo Laffitte. &#8220;Quero colocar no filme o mundo que eu vejo&#8221;, disse ele, &#8220;e isso é muito subjetivo porque combina o que a gente vê com aquilo que a gente sonha, que quer ver. Parte dessa frase pode ser confirmada em <em>Um Dia, um Circo,</em> realizado por Laffitte em 2007. &#8220;Uma ficção não deixa de ser um documentário sobre a sociedade em que a gente vive. Quando faço um documentário, sinto como se estivesse fazendo uma ficção, já que todos sempre se transformam em personagem diante de uma câmera&#8221;. Algo que ficou transparente a seus olhos quando assistiu a <em>Conterrâneos Velhos de Guerra</em>, de Vladimir Carvalho (um de seus faróis). &#8220;Quando vi aquelas pessoas contando versões diferentes de uma mesma história, compreendi imediatamente como iria fazer meu curta de ficção <em>Vox Populi</em>&#8220;.</p>
<p>Neville D&#8217;Almeida recorda-se do impacto de seu dia número 1 no cinema, ainda menino. &#8220;Meu tio tinha uma <em>bombonière</em> na frente de um cinema em Barra Mansa&#8221;, disse, &#8220;e certo dia eu perguntei para ele o que era o cinema. Ele me mandou entrar e ver. Me lembro de puxar a cortina de veludo à entrada da sala de projeção e dar de cara, impressa em uma parede descascada, com a imagem de Rita Hayworth em <em>Gilda</em>. Me apaixonei por aquela mulher, por aquela imagem de mulher e descobri que era isso que eu queria fazer&#8221;. A experiência desembocou numa frutífera relação com o campo das artes. De um improvável casamento entre Gilda e Hélio Oiticica, surgiu uma vertente de pura potência na obra de Neville, o cruzamento com as artes contemporâneas. &#8220;Conheci o Hélio durante uma projeção do meu filme <em>Jardim de Guerra</em>, que nunca foi exibido comercialmente e que me fez perder tudo, do apartamento às calças, para terminá-lo&#8221;. Oiticica comentou com Neville ter ficado encantado com a maneira como ele utilizou o suporte dos <em>slides</em> dentro do filme. &#8220;Eu nem tinha me dado conta até ele falar, mas depois comecei a pensar e descobri que o filme em <em>slide</em> conseguia reunir fotonovela, fotografia, revista em quadrinhos e desenho animado. Era o começo de uma nova linguagem. Ao lado de Oiticica, Neville D&#8217;Almeida realizou alguns dos mais importantes trabalhos da arte contemporânea, como as <em>Cosmococas</em> . Um encontro de titãs, de dois grandes faróis da cultura brasileira.</p>
<div id="attachment_1277" class="wp-caption aligncenter" style="width: 661px"><a href="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-3.jpg"><img class="size-full wp-image-1277" title="Foto: Maria Eduarda Tavares" src="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/12/Nev-Laf-blog-3.jpg" alt="Foto: Maria Eduarda Tavares" width="651" height="519" /></a><p class="wp-caption-text">Mariana Bezerra, Neville D&#39;Almeida, Marcelo Laffitte, Patricia Rebello e Carlos Alberto Mattos </p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.faroisdocinema.com.br/2011/12/do-cinema-como-exercicio-de-liberdade-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Faróis: Neville D&#8217;Almeida</title>
		<link>http://www.faroisdocinema.com.br/2011/11/farois-neville-dalmeida/</link>
		<comments>http://www.faroisdocinema.com.br/2011/11/farois-neville-dalmeida/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 17:14:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carmattos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Neville D'Almeida]]></category>
		<category><![CDATA[Faróis de cada um]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.faroisdocinema.com.br/?p=993</guid>
		<description><![CDATA[Todas as vezes que pegou numa câmera, Neville D’Almeida usou-a para fustigar alguma coisa. Fosse a moral pequeno-burguesa, com suas adaptações de Nelson Rodrigues e Plínio Marcos, fossem os cânones de um cinema bem comportado e politicamente correto, com filmes &#8230; <a href="http://www.faroisdocinema.com.br/2011/11/farois-neville-dalmeida/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/Neville-FOTO-ANA-TAVARES.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1005" title="Foto: Ana Tavares" src="http://www.faroisdocinema.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/11/Neville-FOTO-ANA-TAVARES.jpg" alt="Foto: Ana Tavares" width="326" height="311" /></a>Todas as vezes que pegou numa câmera, Neville D’Almeida usou-a para fustigar alguma coisa. Fosse a moral pequeno-burguesa, com suas adaptações de Nelson Rodrigues e Plínio Marcos, fossem os cânones de um cinema bem comportado e politicamente correto, com filmes como <em>Jardim de Guerra </em>e <em>Piranhas no Asfalto</em>. Do público conheceu tanto a indiferença quanto a adesão voluptuosa. <em>A Dama do Lotação </em>e <em>Rio Babilônia </em>estão entre os grandes hits de bilheteria do cinema brasileiro. Sua produção em Super 8 é uma das mais prolíficas dos anos 1970.</p>
<p>Por toda a carreira, Neville namorou também as artes visuais. Fotos, instalações e criações multimídia aparecem de vez em quando em espaços não apenas brasileiros. Agora mesmo seus <em><a href="http://www.bienaldecuritiba.com.br/2011/home/?secao=3&amp;artista=74" target="_blank">Kayapoemas</a></em> estão expostos na Bienal de Curitiba. Na de Veneza, ele representou o Brasil com a videoarte <em>Verde Moreno</em>. Ainda este ano lançará o livro <em>Além Cinema</em>, uma espécie de catálogo de sua obra nesses múltiplos campos, com muitas fotos e textos sobre o artista.</p>
<p>Projetos não lhe faltam e muitos já estão em andamento. Entre eles, as instalações <em>Praia Carioca</em>, <em>Criaturas Estranhas </em>e <em>Redário – O Barco das Ilusões</em>. No cinema, está captando fundos para levar às telas a peça <em>A Frente Fria que a Chuva Traz</em>, de Mario Bortolotto.</p>
<p>Mas pode-se dizer que, na cozinha criativa de Neville, os ingredientes principais têm sido a <em>débacle</em> da civilização indígena e a destruição da Amazônia. Sua instalação <em>Tambamazônica</em>, que esteve no Oi Futuro, vai para a Alemanha e talvez os EUA em 2012. Sobre esse tema, além de <em>Verde Moreno </em>e dos <em>Kayapoemas</em>, ele tem pronto já há quatro anos um longa-metragem, <em>Maksuara &#8211; O Crepúsculo dos Deuses</em>, e o roteiro de um outro: <em>Bye Bye Amazônia</em>, que ele define como “um épico sobre a morte anunciada da floresta”. Uma tragédia que, em sua previsão, vai atingir a próxima geração dentro de 20 ou 30 anos.</p>
<p>Dos seus futuros filmes, o que deve chegar primeiro às salas não tem índio nem floresta. É <em>A Dama do Lotação II</em>, cuja produção Neville espera deslanchar muito em breve. Ele evita anunciar quem vai ocupar o lugar de Sonia Braga. Limita-se a dizer que “tem umas cinco atrizes que podem vir a fazer”.</p>
<p>Os filmes-faróis de Neville D’Almeida são quase todos obras transgressoras em suas épocas e contextos de produção. Ele escolheu apenas sete filmes, o que pode soar cabalístico. Repare que apenas um deles é posterior a 1950 – e justamente um filme dele mesmo. <em>Mangue Bangue </em>(1971) tem história acidentada. Durante quase 40 anos foi dado como perdido. Reencontrado nos arquivos do MOMA de Nova York, é uma experiência pop underground rodada no Mangue, antiga zona de prostituição carioca.</p>
<p>Com a palavra, Neville:</p>
<p>“Está aqui a relação de sete grandes filmes que de alguma maneira causaram um grande impacto na história do cinema e que tive a sorte de poder conhecer.</p>
<p><strong><em>Un Chant d’Amour</em></strong>, de Jean Genet<br />
Genet, que não era cineasta, foi capaz de fazer um dos filmes mais mitológicos da história do cinema. A coragem, a liberdade, a sensibilidade deste filme feito em 1950 tiveram um impacto brutal. Foi interditado, proibido e ameaçado de ter os negativos queimados. Genial.</p>
<p><strong><em>Limite</em></strong>, de Mário Peixoto<br />
Filmado em 1930, é um dos filmes sobre o abismo, as profundezas da alma e da mente humana. Filme mudo, mas de grande eloquência, que mostra como o silêncio é comunicante. O filme teve repercussão mundial e Mário era um artista total.</p>
<p><strong><em>Sangue Mineiro</em></strong>, de Humberto Mauro<br />
O amor, a amizade, a paixão, a opressão já estão neste filme de 1929. O cineasta com simplicidade e elegância mostra nas imagens toda a complexidade do ser humano. A fotografia de Edgar Brasil é genial, unindo uma dupla de poetas que foi Mauro e Brasil.</p>
<p><strong><em>Ivan o Terrível</em></strong>, de Serguei Eisenstein<br />
O cinema épico, sem limites de distância ou de tempo, o campo aberto, milhares de pessoas, pessoa nenhuma. Dum plano geral com 100 mil figurantes ao close de um olhar. O artista, o tempo e o espaço.</p>
<p><strong><em>Orfeu</em></strong>, de Jean Cocteau<br />
O cinema e a poesia, este mundo e o outro mundo. Cocteau rasga o véu do Realismo e mergulha em profundidade na alma humana e nos mistérios do universo. Nunca o cinema e a poesia estiveram tão próximos. Num filme totalmente urbano e ao mesmo tempo virtual e Simbólico.</p>
<p><strong><em>A Idade do Ouro</em></strong>, de Luis Buñuel<br />
É um filme que abre o espírito e a mente para as possibilidades que a criação e a invenção podem proporcionar. É a relação e a simbiose entre a arte, neste caso, com Salvador Dalí, e o cinema de Buñuel. O Surrealismo, a liberdade, a iconoclastia e a crítica social são os traços mais fortes deste que foi o segundo filme sonoro do cineasta.</p>
<p><strong><em>Mangue Bangue</em></strong>, de Neville D’Almeida<br />
Após filmar em março de 1971 <em>Mangue Bangue</em>, senti um impacto brutal e total que me levou a só ter coragem de revelar o filme quase dois anos depois. A liberdade sem precedentes, a entrega total, a busca sem limites dos símbolos deste nosso mundo como: As drogas, A prostituição, A política, A poesia, O Mercado Financeiro, A Bolsa, O Amor, A nudez, O Capitalismo, O uso, O Abuso e o sentido da vida – todas essas coisas – estão no filme de forma avassaladora. Sem censura, sem pudor, sem culpa, sem hipocrisia, sem preconceito. Cada vez mais compreendo a influência dele nos meus trabalhos. Às vezes, penso no filme como se não o tivesse feito. Agradeço a Deus por ter feito”.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.faroisdocinema.com.br/2011/11/farois-neville-dalmeida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

